Tecnologia vira arte em exposição de SP

Cinco televisões conectadas entre si
e ligadas a um canal de TV aberta,
uma webcam e um microfone em frente à
instalação. O visitante produz um som
produz próximo ao microfone e provoca
uma distorção proporcional à
intensidade do barulho nas imagens
cotidianas dos brasileiros.
Simultaneamente, as distorções causam
mudança de cores nas telas – amarelo,
laranja, vermelho, azul – nas
tonalidades do crepúsculo e depois o
visitante é surpreendido com a
própria imagem nas telas. À medida
que ele pára de interagir produzindo
som, a imagem volta a ser a da TV
aberta.
Assim funciona o “Crepúsculo dos
Ídolos”, trabalho do engenheiro de
sistemas pernambucano Jarbas Jácome,
em exposição no Festival
Internacional de Linguagem Eletrônica
– Dois Mil e Oito Milhões de Pixels (
FILE 2008), em cartaz até 31 de
agosto, na Galeria de Arte do Sesi,
em São Paulo. A instalação é
inspirada na obra do alemão Friedrich
Nietzsche, escrita em 1888.
“É uma nova sensação que se tem em um
aparelho que faz parte do dia-a-dia.
Como a pessoa pode interagir, mudar a
imagem, ela não é mais passiva e
passa a aparecer na tela”, interpreta
Jácome, que explica sua inspiração no
filósofo. “Na obra, Nietzsche
desconstrói a verdade absoluta em
torno dos ídolos, diz que eles são
efêmeros. Então eu brinco com essa
realidade que a gente vive hoje, onde
você pode se transformar num ídolo a
qualquer momento. É um
questionamento”.
Segundo o artista hi-tech, é a
primeira vez que a instalação é
xibida. Para mostrar no Recife, ele
espera conviter: “Não é tão caro, o
principal é ter um ponto de TV com
qualidade”, avisa. Em São Paulo, a
instalação tem causado reações
diversas nas pessoas. Fiquei surpreso
porque alguns disseram ter sentido
medo. Outros acharam engraçado ou
gritaram para desaparecer a imagem”,
se diverte. Mas, por trás das
sensações experimentadas pelos
visitantes existe o software ViMus,
que começou a ser desenvolvido por
Jarbas, em 2005, no Centro de
Informática (CIn), da Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE), onde
ele cursou Ciência da Computação.
Escrito na linguagem de programação
C++ e com base no conjunto de funções
gráficas OpenGL, o ViMus foi
financiado desde o mestrado de Jarbas
pelo Centro de Estudos e Sistemas
Avançados do Recife (CESAR), dentro
do projeto Garage, criado para
incentivar idéias inovadoras. “O
software trabalha com processamento
audiovisual e tem várias aplicações
comerciais, como instalações
interativas em stands e vitrines”,
garante, embora acrescente que entre
os projetos em andamento não há
nenhum estabelecido.

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Folha de Pernambuco, Caderno de Informática, Recife – PE

Recorte: https://jarbasjacome.files.wordpress.com/2009/10/folha_de_pernambuco_informatica_20080820.jpg

Data de publicação: 20/08/2008

Por Márcia Lira

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Foto: Sérgio Bernardo

Cinco televisões conectadas entre si e ligadas a um canal de TV aberta, uma webcam e um microfone em frente à instalação. O visitante produz um som produz próximo ao microfone e provoca uma distorção proporcional à intensidade do barulho nas imagens cotidianas dos brasileiros. Simultaneamente, as distorções causam mudança de cores nas telas – amarelo, laranja, vermelho, azul – nas tonalidades do crepúsculo e depois o visitante é surpreendido com a própria imagem nas telas. À medida que ele pára de interagir produzindo som, a imagem volta a ser a da TV aberta.

Assim funciona o “Crepúsculo dos Ídolos”, trabalho do engenheiro de sistemas pernambucano Jarbas Jácome, em exposição no Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – Dois Mil e Oito Milhões de Pixels ( FILE 2008), em cartaz até 31 de agosto, na Galeria de Arte do Sesi, em São Paulo. A instalação é inspirada na obra do alemão Friedrich Nietzsche, escrita em 1888.

“É uma nova sensação que se tem em um aparelho que faz parte do dia-a-dia. Como a pessoa pode interagir, mudar a imagem, ela não é mais passiva e passa a aparecer na tela”, interpreta Jácome, que explica sua inspiração no filósofo. “Na obra, Nietzsche desconstrói a verdade absoluta em torno dos ídolos, diz que eles são efêmeros. Então eu brinco com essa realidade que a gente vive hoje, onde você pode se transformar num ídolo a qualquer momento. É um questionamento”.

Segundo o artista hi-tech, é a primeira vez que a instalação é xibida. Para mostrar no Recife, ele espera conviter: “Não é tão caro, o principal é ter um ponto de TV com qualidade”, avisa. Em São Paulo, a instalação tem causado reações diversas nas pessoas. Fiquei surpreso porque alguns disseram ter sentido medo. Outros acharam engraçado ou gritaram para desaparecer a imagem”, se diverte. Mas, por trás das sensações experimentadas pelos visitantes existe o software ViMus, que começou a ser desenvolvido por Jarbas, em 2005, no Centro de Informática (CIn), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde ele cursou Ciência da Computação.

Escrito na linguagem de programação C++ e com base no conjunto de funções gráficas OpenGL, o ViMus foi financiado desde o mestrado de Jarbas pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), dentro do projeto Garage, criado para incentivar idéias inovadoras. “O software trabalha com processamento audiovisual e tem várias aplicações comerciais, como instalações interativas em stands e vitrines”, garante, embora acrescente que entre os projetos em andamento não há nenhum estabelecido.

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