Simbiose entre Arte e Cibernética

<– Voltar para Recortes de Imprensa

Jornal do Comércio, Recife – PE

jornal_do_comercio_cadernoc_200807_01

Data de publicação: 02/07/2008

Por Carol Almeida

(…)

Passear pela montagem de uma exposição como a Emoção Art.ficial é uma experiência que por si só define uma gradual simbiose entre o “espírito da arte” e o termo que o ambiente empresarial costuma chamar de “estado da arte”. O primeiro está nas abstrações emotivas dos artistas, o segundo no mais alto grau de desenvolvimento técnico de um objeto ou ciência. Ver artistas conectando fios e testando os softwares em seus indispensáveis notebooks cria um ambiente cada vez mais propício para uma reflexão sobre meios e mensagens, reflexão esta que fez com que o artista/programador Jarbas Jácome, potiguar formado em ciência da computação pela Universidade Federal de Pernambuco, estivesse nos bastidores dessa quarta edição da bienal do Itaú Cultural.

Jarbas foi um dos contemplados na última edição do Rumos Arte Cibernética e admite que, nem em suas projeções mais estranhas, se imaginaria como artista convidado para a abertura de uma exposição. Do seu primeiro computador em 1993 até sua “perfomance” na noite de ontem durante a abertura da mostra, ele revela que muita confusão de identidade se passou pela sua cabeça: “No meio do curso de computação achei que ia desistir, queria largar tudo para fazer música. Até que paguei essa cadeira de Computação Gráfica e comecei a trabalhar na programação de um visualizador de mp3. Minha idéia era bem simples na época, mas depois fui me empolgando.”

Dessa empolgação, surgiu seu projeto de mestrado, o ViMus, software que já esteve presente em algumas apresentações de bandas no Recife e foi personagem importante na festa de inauguração do novo Emoção Art.ficial. Trata-se de um programa que transforma imagens feitas em tempo real numa seqüência imprevisível de outras imagens (muitas vezes reduzidas apenas a linhas ou luzes) que, na noite desta última terça, mudavam ao sabor da batida do DJ e artista Olle Cornéer.

“O Rumos ajudou no trabalho de pesquisa sobre outros programas semelhantes e na idéia de criar caixas tridimensionais na interface do software”, explica Jarbas, que pretende ainda este ano publicar em código aberto seu… “espírito da arte” ou “estado da arte”?

(…)

<– Voltar para Recortes de Imprensa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: