Archive for the 'Pure Data' Category

Oficina em Palmas, Tocantins

junho 7, 2010

Foto: Camila Orion

Em abril tive a oportunidade de facilitar uma oficina em Palmas, Tocatins, como parte do evento 1ª Semana de Educação e Arte Digital do Tocantins – http://www.semanaeducacaoearte.com.br/ – que aconteceu de 5 a 9 de abril de 2010.

A oficina foi sobre Sistemas Interativos de Tempo Real. Apresentei o ViMus e o Pure Data/GEM. Como a interface do ViMus ainda não está pronta tenho usado o Pure Data para a parte prática das oficinas, para que os participantes possam construir seus próprios programas.

Tivemos a sorte de conseguir reunir pessoas de várias áreas: computação, artes visuais, música, jornalismo, administração e dança.

Foto: Camila Orion

Como resultado criamos dois experimentos usando o Pure Data/GEM:

  • um pequeno instrumento de música visual que reage ao som provocando distorções geométricas em um cubo que tem uma foto como textura; (baixe o fluxograma aqui e a imagem de exemplo aqui – OBS.: para baixar no seu computador clique no link com o botão direito do mouse e depois na opção “Salvar link como”)
  • um instrumento inspirado no Theremin com o qual é possível controlar a freqüência e a amplitude de um oscilador (osc~) a partir da posição da um ponto de luz capturado por uma webcam. (baixe o fluxograma aqui)

A construção do sintetizador controlado por luz foi possível por que o participante maestro Heitor Oliveira que tem interesse no cruzamento modal de vídeo para música, encontrou nos exemplos do GEM o 03.moviment_detection.pd que fica em /examples/Gem/04.video/. Este exemplo tem um objeto chamado pix_blob, que possibilita fazer a localização de um ponto de luz através da webcam. Não conhecia esse objeto pois até então só usava o ViMus para fazer esse tipo de processamento e pensava que só dava para fazer isso no Pure Data usando a extensão para OpenCV (http://www.baltanlaboratories.org/?p=1264) ou PDP. Com essa descoberta de Heitor fizemos rapidinho nosso primeiro sintetizador controlado por luz no Pure Data/GEM.

Salve, maestro! Foto: Camila Orion

Na apresentação dos resultados, tivemos uma improvisação poético-psicotrônica do multi-artista Thiago Ramos, gênio maldito de Palmas, fazendo a premier mundial do “theremin” que criamos na oficina.

Thiago Ramos improvisando com voz e o “theremin” controlado por luz. Foto: Camila Orion

E dentro da programação do evento ainda teve uma exposição da instalação “Crepúsculo dos Ídolos” também! Numa versão com apenas uma TV.

Foto: Camila Orion

Foto: Camila Orion

Agradeço ao querido Nacho Durán que me ajudou muito na hora de apresentarmos os resultados e a todos que participaram dessa oficina e trabalharam no evento: Erick Goés e toda a turma da Telinha de Cinema. Grande abraço para Leila Dias e Aluísio Cavalcante que me convidaram. Tive a sorte de conhecê-los no Arte.Mov 2009 através através dos amigos Lucas Bambozzi e Rodrigo Minelli.

Abraço a todos os novos amigos que fiz em Palmas e Taquaruçu! Voltarei aí o mais breve possível!!

Valeu a força, Zi!!! 😉 Foto: Camila Orion

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Candomblé + Pure Data = Iluminado

maio 5, 2010

O projeto Iluminado de Ricardo Brazileiro e o Ponto de Cultura Alafin Oyo, transforma o tradicional Ilu – tambor largo com uma base em forma de cruz, muito presente nos terreiros pernambucanos – em uma interface de controle do software Pure Data, baseando-se no projeto Silent Percussion, de Jaime Oliver.

Fiquei emocionado com o processo e o resultado desse projeto. A abertura do terreiro de Alafin Oyo para esse tipo de experimentação abre um campo de pesquisa de apropriação das tecnologias digitais num contexto local, passando longe do exotismo e regionalismo apelativo. Pois o processo aconteceu dentro do próprio terreiro junto com três músicos do Alafin que começaram do zero, montando a máquina e instalando o GNU/Linux, orientados por Ricardo Brazileiro.

Acho que o Iluminado ilustra bem o que Miller Puckette fala no artigo publicado em 2002, Max at Seventeen, quando o paradigma Max, que deu origem ao Pure Data e ao Max/MSP, completava 17 anos.

Leia na sessão “External issues“:

Today’s low computer prices promise to make possible more subtle encounters than in the past between, for example, Europeans and inhabitants of their former colonies. Instead of heading out into the forest with a computer to record the local artists (as we of Eurocentric cultures have been doing at least since Bartok’s time) we can now initiate e-mail conversations. People of almost any community on earth can now record their own music without the help of any modern Bartoks. And people almost anywhere can or soon will be able to get hold of a computer and involve it in their music-making.

This will engender an increasingly audible change in the music of the world. No longer will we hear tapes in which westerners invite non-westerners into the recording studio and later manipulate recordings of them playing their instruments. It’s too early to predict what the new music will sound like but it’s clear that the door is now open for non-western practices to have a much more profound imprint on electronic music than as mere source materiel. I expect non-western approaches to electronic music to be a source of much energy in the near future.

Abaixo fotos de “fontes de muita energia” no Brasil, alguns anos depois da publicação do artigo de Miller Puckette. Essas fotos foram tiradas no evento Teia 2010, em Fortaleza.

Projeto Iluminado: http://iluminado.rbrazileiro.info

Alafin Oyo: http://alafinoyo.blogspot.com/

LaboCA – Laboratório de Computação e Arte

março 19, 2010

Ricardo Brazileiro, Jerônimo Barbosa (Jeraman) e eu nos juntamos pra criar o LaboCA – Laboratório de Computação e Arte.

LaboCA é um projeto de laboratórios nômades com o objetivo de ensinar e pesquisar sobre o uso da ciência da computação para fins artísticos. Ao final de cada laboratório temos como resultado objetos de arte de natureza computacional, isto é, softwares e/ou hardwares, produzidos coletivamente pelos participantes.

O LaboCA tem muitas inspirações e influências como o trabalho de Etienne Delacroix, o metareciclagem, espaços de experimentação como o Hangar e eventos como o Submidialogia.

Em relação à minha contribuição ao LaboCA, considero como o fruto de sementes plantadas em Recife desde o início dos anos 2000 por iniciativas como re:combo e media sana, bem como o estímulo e instigação de pesquisas interdisciplinares de Geber Ramalho no CIn-UFPE, e h.d. mabuse, Sílvio Meira e Eduardo Peixoto no C.E.S.A.R. Também foi fundamental a abertura e o interesse dos artistas plásticos pernambucanos que nos acolheram em eventos como SPA das Artes, exposições no MAMAM, Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, eventos de música como o Coquetel Molotov e a frente de software livre local instigada por Felipe Machado, através de quem conheci Ricardo Brazileiro. Além disso, temos sido estimulados pela interação com artistas de fora de Pernambuco como Vivian Caccuri, Cristiano Rosa (Panetone), Glerm, Lucas Bambozzi, Rodrigo Minelli, Giselle Beiguelman, Guilherme Kujawski, Bruno Vianna, André Parente, Fernando Rabelo e Cícero Inácio para citar alguns.

A primeira edição do LaboCA será semana que vem no Memorial Chico Science, pela iniciativa e perserverança de Adriana Vaz e a instigação de Mozart Santos.

De segunda (22 de março) a sexta (26 de março) das 13hs às 17hs.

Se inscreva aqui: http://semanachicoscience.wordpress.com/laboratorios/

Ano da França no Brasil = Computação Musical

outubro 28, 2009

Quarta-feira, dia 28 de outubro, haverá um outro evento de computação musical em Recife em comemoração ao Ano da França no Brasil 2009. Trata-se de uma espécie de aula-espetáculo instigada pelo prof. Geber Ramalho que, junto com Sílvio Meira, foi orientador no mestrado sobre o ViMus.

Geber é o professor de algumas das disciplinas mais iradas do curso de Ciência da Computação: Computação Musical, Desenho e Implementação de Jogos e Inteligência Artificial. É guitarrista e baixista. No doutorado, ele desenvolveu um software de IA para sintetizar um baixo acompanhando automaticamente uma seqüência de acordes que recebe como entrada. Um dos orientadores dele, François Pachet, que atualmente é pesquisador no Sony Computer Science Lab, é o convidado francês pra esse evento.

Outro convidado é Giordano Cabral que lidera a D’accord, uma das raras empresas de computação musical em território nacional, onde trabalhei em 2001, logo que cheguei em Recife.

Haverão quatro palestras de 20 minutos cada como detalhado na programação a seguir:

19h00-21h00 Palestras

iPhone, iPod, iWhatElse? A computação musical torna-se portátil
Giordano Cabral, D’Accord Software, Recife, Brasil

O violão brasileiro na lupa do computador
Geber Ramalho, CIn/UFPE, Recife, Brasil

Interagindo via ViMus: experiências e perspectivas
Jarbas Jácome, Natal, Brasil

From doodling to virtuosity, François Pachet
Sony Computer Science Lab, Paris, França

21h00-21h30 Intervalo

21h30-22h30 Show-Demo

Nesse show-demo do final, vamos tirar um som usando os softwares que estamos desenvolvendo. Hoje, por exemplo, fizemos um ensaio usando a afrobeat machine implementada em Pure Data e publicada aqui semana retrasada, junto com o Continuator do François, numa versão em que ele opera usando aquele controle do nintendo wii.

Quem quiser conferir no que isso vai dar:

Local: Núcleo de Gestão do Porto Digital, Rua do Apolo, 181. Bairro do Recife, Recife, PE
Data: 28/10/2009 (quarta), 19 hs

Entrada gratuita!

Mais informações sobre o evento França Brasil, que também acontecerá no Rio de Janeiro:

http://www.cin.ufpe.br/~fb09/index.html

até lá!

jjR

Fela Kuti + Pure Data = Fela Day Recife

outubro 15, 2009

Há alguns anos, através de o Esquiló (ou Skiló), um grande irmão trombonista da Várzea, conheci Aig Asibor e Ade Jones, dois nigerianos que vieram estudar em Recife. Aig Asibor é baterista de afrobeat e tocou várias vezes no Fela Shrine que freqüentou desde criança. Ele veio estudar Engenharia Elética em Recife. Fiz algumas aulas de afrobeat com Aig e de lá pra cá váras vezes nos encontramos para tocar juntos. Algumas dessas vezes foram com o baixista da Profiterolis, Mateus Alves com o qual chegamos a iniciar uma banda chamada Aijamas (Aig + Jabah + Mateus).

Mateus começou a investir na carreira de músico de orquestra e começou a ficar sem tempo. Então ano passado comecei a fazer uma máquina em pure data para sintetizar baixo e percussão de afrobeat para tocar com Aig na formação guitarra + bateriaa + pure data. Estávamos com isso um pouco parado até que há um mês, José Balbino, do Submidialogia, baixista e programador de pure data me mandou o contato de Nelson Maca falando sobre a instiga do Fela Day Brasil. Balbino lembrou de mim aqui em Recife por que ano passado fizemos uma jam na Livraria Cultura de Recife com ele, Ricardo Brazileiro, Salsa Man (programador do LiVES) e Júnior Areia (baixista do Mundo Livre S.A.) num evento sobre tecnologias de software livre para música visual. E nessa jam usamos essa máquina de afrobeat.

Aig topou na hora prepararmos um som para um Fela Day aqui em Recife e chamou Ade Jones que, eu nem sabia, canta e interpreta algumas músicas de Fela. Nessas últimas semanas ensaiamos a formação voz (Ade), bateria (Aig) e guitarra + pure data (Jabah). Ontem entrou na jogada Daniel do Ibura, baixista da banda Seu Pereira.

Para controlar o pure data sem precisar tirar as mãos da guitarra fiz um controlador caseiro. Comprei um teclado de computador USB (R$ 25,00) e arranquei quase todas as teclas deixando apenas as teclas A, J, ENTER e 5 e cobrindo com fita isolante os buracos deixados pela teclas arrancadas. O resultado é o Ajenter5, uma pedaleira USB de apenas R$ 25,00 e uma hora de trabalho.

Ajenter5 - controlador USB caseiro

Esse controlador está sendo usado para operar a Afrobeat Machine, uma máquina de afrobeat que tenho feito aos poucos desde o ano passado usando o pure data.

afrobeat-machine

A Afrobeat Machine está publicada em GPL v3.0 e pode ser baixada neste link:

http://www.mediafire.com/?0tyctj2imij

Pra quem quiser conferir no que isso tudo vai dar é só aparecer hoje no Fela Kuti Day Recife. Esse cartaz foi feito por Sebba percussionista e designer que foi quem me apresentou Fela Kuti no início da banda Negroove.

fela-kuti-day-virt

Fela Day no Recife
Discotecagem, exibição de filme e jam session

Data: Quinta – 15/10 – A partir das 18h
Local: IRAQ – Rua do Sossego, 179 – Boa Vista – Recife
Entrada: R$ 5,00 (Gratuito até às 19h)

Mais informações: http://feladaybrasil.blogspot.com/2009/10/fela-day-pernambuco.html

Mais informações sobre o Fela Day Brasil: www.feladaybrasil.blogspot.com

grande abraço!

jjR

Caixa Aberta na PdCon09

julho 21, 2009

ViMus OBOGUI - Open Box Graphic User Interface

Ontem tive a oportunidade de mostrar para os desenvolvedores de Pure Data que estão no Brasil na PdCon09 o protótipo da OBOGUI (Open Box Graphic User Interface) que será a interface do ViMus e controlará a máquina do ViMus e do Pure Data para parte de áudio! O pessoal curtiu muito a idéia!

Trata-se de uma abordagem de interface para softwares como Pure Data, Max/MSP, vvvv, Isadora, etc na qual substituimos a metáfora de janelas como “containers” dos fluxogramas (patchs) por caixas tridimensionais abertas. Cada caixa representa um objeto ou módulo do programa. Quem quiser entender melhor dá uma olhada na dissertação. A idéia para a criação dessa interface surgiu na parada de ônibus do CDU/CAXANGÁ/BOA VIAGEM por trás do CTG, da UFPE. Fiquei muito feliz no dia que veio essa idéia pois senti que poderá ser uma contribuição para os outras pessoas entrarem nesse universo de softwares de tempo real.

Foi muito bom conhecer caras que de certa forma me ajudaram na dissertação e que só conhecia por email como Glerm,  Johannes Zmölnig que atualmente mantém o GEM e o próprio Miller Puckette, e os demais que estavam presentes.

Grande abraço!

São Paulo: On_Off e PdCon09

julho 19, 2009

glitch_on_off

ViMus em São Paulo

Dia 23 de julho, usaremos o ViMus na apresentação de Lucas Bambozzi “Da Obsolecência Programada”, como parte da programação do On_Off, um conjunto de espetáculos de edição de vídeo ao vivo, incluindo palestras que acontecerão no Itaú Cultural.

Quarta, 22 de julho de 2009 – 14h às 18h workshop sobre a apresentação.

Quinta 23 de julho de 2009 – 20h Da Obsolescência Programada, em 3 Atos.

Programação completa aqui.

A imagem acima foi gerada por um erro de programação hoje enquanto fazia alguns ajustes na versão adaptada do ViMus que estou usando para implementar a idéia de Lucas pro primeiro ato do espetáculo.

É onda… não foi erro de programação, foi só lombração mesmo. Nesse site, que descobri via @dmtr, que tem “glitches” de verdade: http://designingimperfection.com/.

Pure Data em São Paulo

E a semana em São Paulo ainda tem mais: PdCon09, a conferência internacional de Pure Data. Estou ancioso pra finalmente encontrar em tempo livre para trocar idéias, códigos, fluxogramas e sons com Glerm, Ricardo Brazileiro, Palm e as outras dezenas de malucos do Brasil e do mundo.

Seguem algumas telas do fluxograma que estou fazendo para o Jabah Pureza. Chama-se Máquina Jandila em homenagem ao meu avô, o véi Jandila, do córrego de Apodi, Rio grande do Norte.

Em breve publicarei vídeos mostrando o funcionamente e o código para quem quiser usar.

maquina_jandila_01

maquina_jandila_02

maquina_jandila_04

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espetáculos: ON_OFF: Experiências em Live Image
sáb 18 a sáb 25 jul 2009 | spEspetáculos de edição de vídeo ao vivo

Zona Mundi

maio 6, 2009

http://www.clikfesta.com/coberturas/zonamundi170409/grandes/1.JPGFoto: Joca Moreira

Dia 16 e 17 de abril de 2009 facilitei uma oficina sobre softwares para processamento em tempo-real de som e imagem no evento Zona Mundi em Salvador. Sexta-feira à noite usamos o ViMus nas projeções e na primeira parte do show de Ramiro Musotto e alguns trechos do show da Radio Mundi.

Foi uma felicidade muito grande pra mim participar desse evento. Primeiro pelos novos amigos que fiz, tanto na oficina que facilitei quanto na de Ramiro Musotto e durante o show. Foi um evento em que plantamos muitas sementes.

O projeto idealizado por Vince Athayde está sendo realizado através de um edital do governo do estado da Bahia. Os artistas recebem cachês, o que é raro, por incrível que pareça, neste tipo de evento. A entrada era franca, inclusive nas oficinas. Houveram alguns atrasos na oficina principalmente por causa de problemas de trânsito e no show por causa da chuva na passagem de som, mas não chegaram a prejudicar o evento.

Na oficina falei basicamente do ViMus e do Pure Data, tentando mostrar o computador aos artistas como mais uma possibilidade de “linguagem”. Os participantes da oficina (cerca de vinte) eram de várias áreas: muitos da dança, teatro, vídeo-arte, alguns músicos, estilista, alguns designers, produtores de eventos.

Em alguns momentos creio que a oficina tenha sido um pouco “pesada” principalmente por que esse tipo de tecnologia ainda é novidade para todos nós. Mesmo que já se faça arte com sistemas computacionais de tempo-real desde a década de 70, apenas na década de 90 essa área começou a se popularizar. Por tanto a estranheza ainda é natural. Felizmente o pessoal se motivava à medida em que mostrava os resultados que podemos obter enfrentando, como diria o professor Etienne Delacroix, essa “dureza” da máquina, neste caso, a dureza dos softwares de tempo-real.

Alguns participantes tiveram idéias de instalações e a maioria demonstrou muito interesse em estudar mais sobre o assunto. Espero reencontrá-los em breve.

Aproveitei para participar também da oficina de Ramiro Musotto e fiquei impressionado. Tomara que ele venha fazer essa oficina em Recife. Um dos assuntos que mais me chamou atenção foi o estudo que ele vem fazendo do que chama de “micro ritmo”. Esse estudo começou quando ele percebeu os pequenos atrasos e adiantos de notas que existem na hora que os músicos executam células ritmicas do samba-reggae, por exemplo. Esses detalhes do ritmo são difíceis de serem escritos em partituras assim como programados em bateria eletrônica. Me lembrou esse estudo do cientista Fabien Gouyon que conheci no Simpósio Brasileiro de Computação Musical de 2007 em São Paulo. Acho que uma conversa entre os dois renderia muito.

Sexta à noite foi o dia de celebrar o encontro. Depois da chuva na passagem de som me emocionei com o som da orquestra de berimbal de Ramiro virando vetores de OpenGL projetadas nas telas em cima da banda; com o pessoal da oficina se divertindo com a webcam e o ViMus; com as projeções de Ramiro de vídeo de crianças dançando na rua; e depois com a apresentação viceral da Radio Mundi, que no início teve a imagem dos músicos capturada e projetada através das lentes do VJ Kamikaze. Espero reencontrar todos em breve.

Axé!

Salvador

abril 6, 2009

Na semana que vem, dias 16 e 17 de abril de 2009, terei o prazer de visitar novamente a cidade de Salvador em função de uma mini-oficina de dois dias que fará parte do evento Zona Mundi.

Segue a programação restante do evento que está ocorrendo desde março de 2009:

Dia 16/04/09

– Oficina com Jarbas Jácome (RN)
local: Saladearte do Cinema do MAM, Salvador-BA
horário: das 09:00 às 12:00 hs

– Oficina com Ramiro Musotto (ARG/BRA)
local: Galeria 1 do MAM, Salvador-BA
horário: das 14:00 às 18:00 hs

Dia 17/04/09

– Oficina com Jarbas Jácome (RN)
local: Saladearte do Cinema do MAM, Salvador-BA
horário: das 09:00 às 12:00 hs

– Apresentação ao vivo de Ramiro Musotto + Radiomundi e Jarbas Jácome
local: estacionamento do MAM, Salvador-BA
horário: das 20:00 às 23:00 hs

A entrada é franca.

Durante esses dois dias de oficina espero conversar sobre o ViMus, Pure Data, Música Visual e assuntos afins, além de explorar na prática junto com os participantes as possibilidades deste tipo de software para música, artes cênicas, vídeo, visual-jóquei e artes plásticas de acordo com as áreas de interesse do pessoal.

Segue o blog do evento: http://zonamundi.blogspot.com/

Axé!